Conversa com Jorge Salines

 

Tive o primeiro contato com a produção de Jorge Salines em junho deste ano quando, a convite do BRAGUAY, visitei seu ateliê na Av. Cuaró. Uma pequena sala repleta de peças escultóricas que tem a madeira como material predominante e nas quais, a qualidade poética e habilidade escultórica estão evidenciadas. O trabalho de Jorge abrange obras em escala de objetos no tamanho aproximado de uma garrafa, algumas peças maiores e projetos em grande escala.

Depois destas visitas ao ateliê da Cuaró, decidi propor uma espécie de texto-conversa, formulando perguntas para que ele falasse sobre seu trabalho.

O resultado desta charla segue abaixo esculpido por minha curiosidade e pela voz do artista.
Marcos Sari*: Considerando que tua produção escultórica é grande e variada, fale um pouco sobre a escolha das obras que farão parte desta mostra na mini-galeria do Braguay.
Jorge Salines: Estos trabajos los empecé a fines del 2017. Junté maderas rústicas (piques, postes, partes de casas antiguas) y descubrí la harmonía existente entre estos elementos, trabajando en ellos el color y la textura. Y así fueron surgiendo estos Guerreros(As) que se aproximan de la figura humana.
MS: Ao conhecer teus trabalhos anteriores, percebi que as partes em ferro incorporadas nestas peças atuais são uma novidade na tua produção. Como se deu esta introdução e quais são as tuas impressões sobre isto?
JS: Hubo otra etapa anterior a la que conociste, fueron los primeros, eran totalmente talladas, una terminación bien pulida y figurativas. Despúes hubo un tiempo en que hice ensamblajes de maderos con vidrios, metales y otros.

MS: O que influencia a tua produção como artista?
JS: La madera es la que me lleva a esa constante investigación que hago con ella, un material noble y fascinante para mi. Influencias…Habrás visto que en algunos trabajos aparece la “T”de Osmar (Santos), mi primer profesor de dibujo. Más tarde, cuando conocí el trabajo de Carmelo Arden Quín, surgió aquella etapa que conociste. Ensamblajes muy pulidos y con formas geométricas.
MS: Com relação ao título da mostra – Guerreiros(As) – de que forma acreditas que este nome se relaciona com as obras expostas?
JS: Esto tiene que ver con la giria usada, tanto en portugués como en español. Se le decía guerrero(a) a personas trabajadoras y que siempre andan de una cierta forma batallando por buenas cosas. Nada a ver con guerras o violencia. Son Guerreros (As) de la paz y de la cultura.
MS: Considerando que estamos no território do BRAGUAY, juntamente com os Guerreiros(As), quais são tuas motivações e também quais os problemas de se situar neste espaço meio imaginário, meio uruguaio, meio brasileiro, meio fronteiriço?
JS: Aquí en este espacio no existen fronteras (esto ya es una gran motivación), menos aún para estos Guerreros (As), que vienen bien intencionados de todas partes.
*Marcos Sari – artista e arte-educador / inverno de 2018.

 

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